Navio «Calypso», de Costeau estará recuperado em 2011



2010-06-11



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O famoso navio do capitão Cousteau estará totalmente recuperado em 2011. Em 1996, um abalroamento acidental em Singapura afundou o navio. Depois de uma operação de salvamento foi levado para França mas as várias tentativas para o remodelar falharam. Daqui a um ano, garantem a Cousteau Society e a Equipe Cousteau, associações presididas por Francine Cousteau, viúva do explorador, o Calypso estará pronto a navegar novamente. A lendária embarcação foi construída em 1942, em Seattle. Concebido para ser um draga-minas, navio especializado na recolha e desactivação de minas, passou, em 1943, para as mãos da Marinha Real Britânica. Durante a guerra, foi para Malta e cumpriu com sucesso várias missões no Mediterrâneo.





Em 1944 foi devolvido aos norte-americanos, apesar de ter permanecido em Malta, e em 1947 foi posto à venda. Dois anos mais tarde, o transportador maltês Joseph Gazán adquiriu o barco e transformou-o num navio de cabotagem para unir as ilhas de Malta e Gozzo.



O navio é baptizado como Calypso G pois a Ilha de Gozzo teria sido a Ogígia da «Odisseia», de Homero, onde Ulisses foi seduzido pela ninfa Calypso. Mas em pouco tempo a sua história voltaria a mudar. O multimilionário irlandês Thomas Loel Guinness, amigo de Cousteau e um apaixonado pelo mar, comprou Calypso em 1950 já com o intuito de o alugar ao capitão. Aluga-o por um preço simbólico: um franco por ano. Cousteau restruturou-o, transformando-o num barco próprio para expedições, mergulhos, filmagens e pesquisa oceanográfica.





Calypso no estaleiro



Depois do acidente em 1996, foi para o porto de Marselha e em dois anos ficou bastante deteriorado. Francine Cousteau decide oferecer o barco ao Museu de La Rochelle, onde seria restaurado e integrado na frota de barcos clássicos do porto velho daquela localidade. De acordo com a vontade de Cousteau, o navio devia fazer parte do Museu Marítimo daquela localidade.



No entanto, as obras não avançaram devido a desentendimentos entre Francine Cousteau, Loel Guinness e Alexandra Cousteau, neta do capitão. Em 2004, Guinness assina um contrato par vender o barco à Equipe Cousteau. O navio começou finalmente a ser recuperado em 2007 no Estaleiro Piriou, na Bretanha, mas em 2009 as obras pararam. Agora, para celebrar o centenário de Cousteau, as obras foram retomadas. Em 2011, o Calypso estará pronto a funcionar como um navio-museu.





Fonte: [ http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=43278&op=all#cont']Ciência[/url] Hoje ]