RIO - O Parque Nacional de Galápagos, no Equador, anunciou novas normas de restrição à circulação de navios que devem alterar, a partir de 1º de fevereiro, a programação de 50 operadoras que realizam cruzeiros até o arquipélago, a quase mil quilômetros da costa do país.

A regra proíbe que o mesmo navio visite mais de uma vez a mesma ilha num período de 14 dias - a exceção é a Estação de Pesquisa Charles Darwin na ilha de Santa Cruz, que pode ter desembarques até duas vezes neste período. Antes, o limite era de sete dias.

Por outro lado, a nova regulação permitirá a abertura de quatro ilhas. A Caleta Tagus, por exemplo, é uma área rica de baleias, golfinhos e pinguins - antes fechada para grupos maiores de 40 pessoas. Genovesa, Santa Fé e Plaza Sur também serão abertas às excursões maiores. Atividades esportivas no arquipélago, como mergulho e caiaque, agora terão áreas específicas para cada prática. Assim, a administração do parque pretende descentralizar o movimento turístico e diminuir o número de cruzeiros.
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O arquipélago - composto por 19 ilhas - se tornou célebre por sua fauna, explorada pelo pesquisador Charles Darwin no século XIX a bordo do navio Beagle.
A Metropolitan Touring, operadora e armadora que oferece cruzeiros em Galápagos, já começa a próxima temporada em 20 de janeiro do ano que vem com os novos itinerários:
- Trabalhamos com as equipes locais para ajustar as rotas e acreditamos que as mudanças feitas pelo parque nacional vão amenizar o impacto do turismo no arquipélago, distribuindo os turistas em um número maior de ilhas - afirmou Paulina Burbano de Lara, presidente da empresa.
As medidas tomadas no Equador vêm de encontro com o que tem ocorrido no arquipélago pernambucando de Fernando de Noronha, no Brasil - também um parque nacional protegido por leis ambientais rígidas. Recentemente, foi noticiado que as agências de turismo estão vendendo pacotes de maior duração para cruzeiros no arquipélago. A temporada também aumentou: há viagens começam em outubro e vão até abril, com um número de passageiros ainda maior. A prática foi considerada "temerária" pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que superivisiona a conservação do arquipélago

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