Tartaruga-marinha será devolvida ao mar



Por Marcelo Szpilman*





Há cerca de quatro meses, uma fêmea jovem de tartaruga-verde (Chelonia mydas) foi resgatada pelo Corpo de Bombeiros, na Ilha do Governador. Ela estava bastante debilitada e ficou esse tempo sendo tratada no Zoológico do Rio de Janeiro - Fundação RIOZOO. Após estar devidamente recuperada, os técnicos da RIOZOO contactaram o IBAMA-RJ para efetuar a soltura do animal. O IBAMA-RJ, por sua vez, entrou em contato com o Instituto Ecológico Aqualung, que prontamente providenciou uma embarcação para a soltura do animal nas proximidades das Ilhas Cagarras.





Segundo o biólogo Rodrigo de Carvalho, do IBAMA-RJ, essa iniciativa é extremamente válida, já que se trata de uma fêmea em idade de reprodução. Além disso, explicita que o esforço do poder público de forma solidária com a sociedade civil organizada vem contribuindo para a conservação da fauna silvestre brasileira. Dessa forma, em nome do IBAMA-RJ, Rodrigo de Carvalho cumprimenta e agradece a participação do Corpo de Bombeiros, no resgate do animal ferido, à Fundação RIOZOO, pelo tratamento e reabilitação do animal, e ao Instituto Ecológico Aqualung, pelo apoio logístico.





A tartaruga-verde, que hoje mede cerca de 45cm e pesa em torno de 20kg, será devolvida ao mar amanhã, quinta-feira, dia 15/10, pelo IBAMA-RJ, pela Fundação RIOZOO e pelo Instituto Ecológico Aqualung e contará com o apoio do Cmte. Hermel (traineira Guaiuba) e da Marina da Glória, de onde sairá a embarcação às 14 horas.





Instituto Ecológico Aqualung

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Tels: (21) 2558-3428 ou 2558-3429 ou 2556-5030

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E-mail: instaqua@uol.com.br

Site: http://www.institutoaqualung.com.br





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Nome Científico: Chelonia mydas



Nomes comuns: aruanã ou tartaruga-verde



Status Internacional: Em Perigo (classificação da IUCN)



Status no Brasil: Vulnerável (lista de espécies ameaçadas do IBAMA)



Distribuição: todos os mares temperados e tropicais do mundo



Habitat: habitualmente em águas costeiras com muita vegetação (áreas de forrageio), ilhas ou baías onde estão protegidas, sendo raramente avistadas em alto-mar



Tamanho: em média 120 cm de comprimento curvilíneo de carapaça



Peso: 160 kg em média, podendo atingir até 300 kg

Casco (carapaça): quatro placas laterais de cor verde ou verde-acinzentado escuro



Cabeça: cabeça pequena com um único par de escamas pré-orbitais e uma mandíbula serrilhada que facilita a alimentação

Nadadeiras: anteriores/dianteiras e posteriores/traseiras com uma unha visível



Dieta: varia consideravelmente durante o ciclo de vida: até atingirem 30 cm de comprimento, alimentam-se essencialmente de crustáceos, insetos aquáticos, ervas marinhas e algas; acima de 30 cm, comem principalmente algas; é a única tartaruga marinha que é estritamente herbívora em sua fase adulta



Estimativa mundial da população: 203.000 fêmeas em idade reprodutiva.







Dados obtidos no site do Projeto TAMAR - www.tamar.org.br





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*Marcelo Szpilman, Biólogo Marinho formado pela UFRJ, com Pós-Graduação Executiva em Meio Ambiente (MBE) pela COPPE/UFRJ, é autor dos livros GUIA AQUALUNG DE PEIXES, AQUALUNG GUIDE TO FISHES, SERES MARINHOS PERIGOSOS, PEIXES MARINHOS DO BRASIL, e TUBARÕES NO BRASIL, e de várias matérias e artigos sobre a natureza, ecologia, evolução e fauna marinha publicados nos últimos anos em diversas revistas e jornais e no Informativo do Instituto. Atualmente, Marcelo Szpilman é diretor do Instituto Ecológico Aqualung, Editor e Redator do Informativo do citado Instituto, diretor do Projeto Tubarões no Brasil (PROTUBA) e membro da Comissão Científica Nacional (COCIEN) da Confederação Brasileira de Pesca e Desportos Subaquáticos (CBPDS).



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