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Tópico: Avaliação preliminar aponta risco de extinção de espécies de tubarões e arraias – 337 days old
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21-06-2011, 11:45 #1Pinguim de Magalhães Serelepe
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Avaliação preliminar aponta risco de extinção de espécies de tubarões e arraias
Uma avaliação preliminar realizada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável no Brasil pela atualização dos dados da lista de espécies ameaçadas da fauna nacional, aponta que boa parte das 169 espécies de elasmobrânquios (tubarões e arraias) registradas no país estão ameaçadas. Também conhecidos como "peixes-de-couro", estes animais têm esqueleto cartilaginoso e muitos têm vida longa, com fecundidade e mortalidade natural extremamente baixas e, por isso, capacidade de reposição populacional bastante reduzida.
Segundo o estudo, das 169 espécies, duas estão "regionalmente extintas" no país e 60 encontram-se em alguma categoria de ameaça, sendo 29 "criticamente em perigo", sete "em perigo" e 20 "vulneráveis". Apenas 31 espécies foram avaliadas como de "menor preocupação" e 16 como "quase ameaçadas". Segundo o ICMBio, outro número preocupante é o da quantidade de espécies que teve que ser classificada como de "dado insuficiente" no levantamento, 59, pois a falta de informações populacionais são um grande problema de conservação para esse grupo.
A pesca é uma das maiores ameaças para esses animais no país. Como muitas espécies formam grandes agregações em épocas e locais definidos para a cópula, parto ou alimentação e têm seus berçários em águas rasas, elas ficam muito vulneráveis, explica Monica Peres, da Coordenação de Avaliação do Estado de Conservação da Biodiversidade (Coabio) do ICMBio.
- As avaliações confirmaram o que já sabíamos - diz Mônica. - A pesca excessiva e não regulamentada foi, e continua sendo, a maior ameaça para esse grupo nas águas brasileiras. Pescarias importantes no passado estão hoje colapsadas, como a pesca de cação-anjo e do cação-bico-doce, entre outras. Apesar de muitas espécies já constarem em listas oficiais de espécies ameaçadas, elas continuam sendo ameaçadas pela captura acidental em diversas pescarias ao longo da costa brasileira.
O estudo foi iniciado em 2009 e envolveu mais de 50 especialistas de todo o país, sob a coordenação científica de Ricardo Rosa (UFPB), Rosangela Lessa (UFRPE), Patricia Charvet (Senai-PR), Carolus Vooren (Furg) e Monica Peres (ICMBio), que coordena o processo de avaliação da fauna brasileira. Ele foi consolidado em duas oficinas (Brasília, 2010, e João Pessoa, 2011) sob organização de Rosana Subirá, da Coabio, e contou com o apoio da Gerência de Biodiversidade Aquática da Secretaria de Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente (GBA/SBF/MMA), da Sociedade Brasileira para o Estudos dos Elasmobrânquios (SBEEL) e da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês).
Segundo o ICMBio, a avaliação é considerada preliminar porque ela passará ainda por uma etapa de revisão cientifica de validação antes de ser publicada na revista eletrônica "Biodiversidade Brasileira". Essa validação é extremamente importante, pois a clareza da informação e da argumentação serão revisadas por outros especialistas. Eles poderão apontar dúvidas ou inconsistências que serão, então, esclarecidas antes de serem encaminhadas ao Ministério do Meio Ambiente, responsável pela elaboração da Lista Oficial de Espécies Ameaçadas.
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