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  • Cerca de 90% do álcool é absorvido na 1ª hora, e eliminação leva até 8h

    Bebida produz série de reações químicas e metabólicas no organismo.
    Saiba como evitar a ressaca e o que fazer em caso de coma alcoólico.

    O consumo de bebida alcoólica produz, além dos efeitos físicos visíveis – como euforia, perda de reflexos, falta de coordenação ou sonolência –, uma série de reações químicas e metabólicas no organismo.



    Tudo começa no estômago, que recebe a bebida, absorve parte da água e manda o restante para o intestino. O álcool (etanol) vai para o fígado, que o transforma em outra substância (acetaldeído), que é então enviada para o rim. Este, por sua vez, encaminha o produto do álcool para a bexiga, onde será excretado.

    Fases da bebida Sintomas
    Primeira Euforia
    Sensação de liberdade
    Falta de coordenação motora
    Reflexos mais lentos
    Segunda Sonolência
    Lentidão
    Falta de coordenação motora mais acentuada
    Reflexos ainda mais lentos
    Terceira Mal estar
    Náuseas e vômitos
    Dor de cabeça

    Órgão Efeito da bebida
    Estômago e intestino Irrita a mucosa e retira a camada de proteção

    Pode levar a gastrite ou úlcera
    Cérebro Tem ação tóxica e inibe os neurotransmissores

    Pode causar tremores
    Fígado e rins Causa uma sobrecarga e destrói as células

    Pode causar cirrose
    Pâncreas Dificulta o trabalho e provoca lesões

    Pode dar pancreatite
    Coração Destrói as células

    Pode dar hipertensão
    Sangue Pode levar à anemia
    Sistema reprodutor É capaz de desencadear alterações menstruais, infertilidade e impotência

    Cerca de 90% do álcool ingerido é absorvido na primeira hora, mas a eliminação demora de 6 a 8 horas. E o corpo interpreta o álcool como se fosse açúcar, por conta das calorias (7 kcal por grama).

    Isso faz com que o pâncreas produza mais insulina para quebrar o açúcar no sangue. Assim, o nível de açúcar diminui e a pessoa pode ter uma crise de hipoglicemia.

    Segundo estatísticas americanas, a simples ingestão de dois copos de cerveja pode aumentar o tempo de uma reação química de 0,75 para quase 2 segundos.

    A dor de cabeça da ressaca, cuja intensidade depende da capacidade do fígado de cada um, é um efeito da vasodilatação. Isso porque o álcool se espalha no sangue até o cérebro e seu efeito pode causar edemas. Como forma de defesa, o corpo expande as veias do cérebro.

    Em dias de ressaca, as principais dicas do hepatologista Luiz Carneiro e da consultora Ana Escobar são: caminhar, para fazer com que o metabolismo se regule, e comer alimentos leves, como saladas, frutas e grelhados, para não dificultar a digestão e sobrecarregar os órgãos que trabalharam para processar o álcool.

    Cada indivíduo tem um fígado diferente, com uma potência distinta. Alguns conseguem metabolizar mais álcool que outros. E, quando o fígado não dá conta de quebrar as moléculas de álcool rápido o bastante para serem processadas, a pessoa pode entrar em coma alcoólico.

    O fígado tem uma reserva de glicose que funciona como uma espécie de tanque de energia alternativa. Quando alguém bebe em excesso, o álcool usa esse estoque.

    Uma dica para casos de bebedeira (não de coma) é procurar combater os dois problemas do álcool: a queda de açúcar no sangue e a desidratação. Por isso, uma boa receita é ingerir um copo de água com 3 a 5 colheres de sopa de açúcar bem misturadas.

    Também é importante não dormir de barriga para cima, para evitar o sufocamento no caso de vômito durante a noite.

    Na hora de beber, nunca fique de barriga vazia e escolha bem o acompanhamento para não passar mal depois. Prefira: pão, antepasto de berinjela, batata frita e mandioca frita. Evite: queijos e frios (salame, presunto e mortadela) e linguiça acebolada.

    Além disso, no primeiro momento em que uma pessoa toma bebida alcoólica, o volume de líquido no corpo aumenta muito e dá uma falsa sensação de hidratação. Só que, na segunda etapa, o álcool causa uma diurese grande: a urina aumenta e pode dar desidratação.

    Por isso, é importante estar hidratado quando beber e ingerir muito líquido também no dia seguinte. Isso também ajuda a eliminar pela urina as toxinas que restam no corpo.


    Lei Seca
    A Lei Seca, que vale para todo o Brasil desde 2008, proíbe dirigir sob efeito do álcool.

    Não há limite seguro para beber e dirigir. Isso porque a absorção e metabolização do álcool dependem de diversos fatores, como sexo, peso e refeições no dia.

    O que se sabe é que consumir uma lata de cerveja, ou uma taça de vinho, ou até uma dose de cachaça, vodca ou uísque, é o bastante para ser multado. Beber o equivalente a duas ou três doses e dirigir não é apenas infração: é crime de trânsito.

    Conduzir veículo sob efeito de álcool (de 0,1 a 0,29 mg de álcool por litro de ar expelido dos pulmões) é considerado infração gravíssima, com multa de R$ 957,70, suspensão do direito de dirigir por 12 meses e retenção do veículo até a apresentação de condutor autorizado.

    Dirigir o veículo embriagado (mais de 0,3 mg de álcool por litro de ar expelido dos pulmões) provoca as mesmas penas que a condição anterior, além de prisão de 6 meses a 3 anos, multa e suspensão ou proibição de obter a carteira habilitação.


    Fonte: [ Bem Estar ]


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